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H.M.C. 1 – Época Medieval

Manuscrito de cantochão

HISTÓRIA DA MÚSICA MEDIEVAL (séc. IX – XIV), PARTE 1

A história da música clássica ocidental é tradicionalmente entendida como tendo início com o cantochão (também chamado “canto gregoriano”), a prática religiosa vocal da Igreja Católica Romana. O cantochão foi transmitido de memória até o início do século IX, quando o Imperador Romano Carlos Magno providenciou para que ele fosse anotado e para que livros padronizados de cantochão fossem distribuídos pelas igrejas e mosteiros de toda a Europa. Limitado na extensão do tom e monofónico (ou seja, composto por uma única melodia sem acompanhamento), o cantochão era cantado principalmente por monges, freiras e clérigos, e não por cantores profissionais. O cantochão foi cantado nos Ofícios Divinos, compostos por oito serviços diários de oração com textos do Antigo Testamento, e na Missa. O Introito era um canto de entrada na Missa, e a Aleluia um canto de júbilo:

AUDIÇÃO: Introito e Aleluia, pelo Ensemble Gilles Binchois 

O primeiro grande repertório de música ocidental secular (não religiosa) que chegou até nós é o dos trovadores e trouvères, poetas-músicos franceses da Idade Média que musicaram os seus próprios poemas. A maioria das canções era sobre o amor – frequentemente o “amor cortês” ficcional e abstrato de um personagem masculino por uma mulher nobre acima do seu nível social. Como as canções dos trovadores eram notadas como simples linhas de notas sem ritmo, os ritmos e acompanhamentos instrumentais das apresentações modernas baseiam-se em conjecturas; imagens de trovadores em manuscritos medievais ofereceram pistas sobre os instrumentos que eram tocados. Bernart de Ventadorn (c. 1140 – c. 1200) foi um dos maiores trovadores. A sua canção “Can vei la lauzeta”, escrita na extinta língua provençal, trata da melancolia provocada por um amor não correspondido:

AUDIÇÃO: Bernart de Ventadorn, “Can vei la lauzeta” (“Quando vejo a cotovia”), final do século XII, pelo Ensemble Micrologus

(Para tradução em inglês do texto: https://lyricstranslate.com/en/can-vei-la-lauzeta-when-i-see-lark.html)

AUDIÇÃO: Para um exemplo mais próximo de nós, temos a cantiga “Quantas sabedes amar amigo” de Martim Codax, um jogral galego do séc. XIII, pelo Ensemble Alcatraz

(Para o texto da canção: https://cantigas.fcsh.unl.pt/versoesmusicais.asp?cdcant=1312&vm1=49&vm3=118&vm4=238&vm6=292&vm7=309&vm8=312&vm9=326&vm10=371&vm11=402&vm12=423)

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