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H.M.C. 12 – Romântico

A Carta de Alfredo Keil (1874), no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado.

HISTÓRIA DA MÚSICA DO ROMÂNTICO (1800-1900), PARTE 2: COMPOSITORES PORTUGUESES

Alexandre Rey Colaço (1854–1928) foi pianista e compositor, tendo ensinado na Academia Real em Berlim e no Conservatório de Lisboa, além de ter sido mestre do infante D. Manuel, que viria a ser o último rei de Portugal. Foi um dos primeiros compositores a incorporar temas portugueses na música erudita, como é exemplo a sua coleção de fados para piano:

AUDIÇÃO: Fado nº8 de Alexandre Rey Colaço, por pianista desconhecido

Óscar da Silva (1870-1958) foi também pianista e compositor, e nasceu na rua Costa Cabral, no Porto. Com uma bolsa de estudos da rainha D. Amélia, estudou em Leipzig (Alemanha), tendo como mestra Clara Schumann, viúva do compositor Robert Schumann. (Para biografia mais completa, ver http://www.mic.pt/dispatcher?where=0&what=2&show=0&pessoa_id=322&lang=PT&site=ic) Vamos ouvir a Imagem VI para piano:

AUDIÇÃO: Imagens nºVI (Passion) de Óscar da Silva, por Luís Pipa

Alfredo Keil (1850-1907) foi pintor, escritor e compositor, ficando célebre pela composição da marcha A Portuguesa (em 1891), que viria a ser o hino nacional, com letra de Henrique Lopes de Mendonça. Baseando-se no tema d’ A Portuguesa, Luís Pipa escreveu O meu lindo país azul, para piano:

AUDIÇÃO: O meu lindo país azul, de Alfredo Keil, por Luís Pipa

Vianna da Mota (1868-1948) estudou piano no Conservatório de Lisboa e na Alemanha, tendo sido aluno de Lizst (de quem falámos no último email). Como pianista deu mais de 1000 concertos por todo o mundo (muitos dos quais perante imperadores e chefes de estado); no regresso a Portugal, reformou o ensino da música enquanto diretor do Conservatório Nacional de Lisboa.

AUDIÇÃO: Fantasiestücke Op.2 para piano de Vianna da Mota, por João Costa Ferreira

A Sinfonia À pátria, de Vianna da Mota, foi escrita em 1894, inspirada em versos de Camões, e está dividida em 4 andamentos, seguindo o modelo sinfónico de Beethoven. É considerada a sua obra-prima e, tal como A portuguesa de Alfredo Keil, foi escrita no espírito nacionalista da época, na sequência do Ultimato britânico de 1890. Esta Sinfonia foi estreada no Palácio de Cristal no Porto, em 1897. Segundo crítica numa revista musical da época, o 1º andamento contém uma invocação às Tágides (as ninfas do Tejo a quem Camões pede inspiração para escrever os Lusíadas); “no Adagio simboliza o lirismo português; no Scherzo pinta-nos o nosso povo numa cena de danças e cantigas nacionais; e no Final, a página dramática da obra, descreve-nos a Decadência da Pátria, a Luta na crise e o Resurgimento resultante dessa luta”.

AUDIÇÃO: Sinfonia À pátria de Vianna da Mota, pela Hungarian State Orchestra

João Guilherme Daddi (1813-1887) nasceu em Miragaia, no Porto, de ascendência britânica e italiana. Deu o seu primeiro concerto aos 9 anos no Teatro São Carlos, seguindo-se uma prolífica carreira como pianista e compositor. Em 1845 Lizst visitou Lisboa, e tocaram juntos (a dois pianos) no Teatro São Carlos. Vamos ouvir a sua Barcarola para piano, uma forma musical derivada das canções dos gondoleiros de Veneza, utilizando ritmos ondulantes de 6/8 ou 12/8:

AUDIÇÃO: Barcarola de João Guilherme Daddi, por Sofia Lourenço

P.S: Enquanto preparava este artigo, encontrei uma peça para coro de Damião de Góis (1502-1574) que, além de humanista e historiador, foi também compositor. Uma vez que ainda por cima dá nome a uma rua aqui bem perto do estúdio, deixo uma peça dele como curiosidade:

Surge, propera amica mea de Damião de Góis, pela Capella Duriensis:

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