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H.M.C. 3 – Renascença

Lady Playing a Lute (ca. 1530), de Bartolomeo Veneto

HISTÓRIA DA MÚSICA RENASCENTISTA (1400-1600), PARTE 1

A tradição do motete, de que falámos na música medieval, continuou até o século XV. William Byrd (1540-1623) foi um compositor inglês famoso do Renascimento, juntamente com John Dunstable e Thomas Tallis; compôs o motete Ave verum corpus para a celebração do Corpo de Cristo.

AUDIÇÃO: Ave verum corpus de William Byrd (1605), por The Sixteen

As obras de música vocal mais grandiosas e valorizadas da Renascença eram as composições polifónicas (=a várias vozes) para o Ordinário da Missa. O Ordinário é composto por cinco textos – Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei -, incluídos em todas as missas. Cada texto corresponde a uma composição separada, para diferentes momentos da Missa. Vamos ouvir o Kyrie da Missa Papae Marcelli (‘Missa do Papa Marcelo’) de Palestrina (1525-1594), um compositor italiano do Renascimento. Esta é a sua missa mais conhecida e interpretada, tendo sido cantada em todas as coroações papais até 1963.

AUDIÇÃO: Kyrie de Palestrina (c.1562), pela Oxford Camerata

Os humanistas do século XVI estudaram os tratados gregos antigos sobre música, que abordavam a estreita relação entre a música e a poesia, e como a música podia despertar as emoções do ouvinte. Inspirados pelo mundo clássico, os compositores do Renascimento combinaram palavras e música de uma forma cada vez mais dramática, especialmente no madrigal – a forma proeminente de música vocal secular na Europa entre 1530 e 1600. O madrigal é uma canção baseada num poema em italiano (mais tarde, também em inglês), de grande intensidade emocional. Era geralmente interpretada por quatro ou cinco vozes sem acompanhamento instrumental, embora às vezes fossem adicionados instrumentos na execução. Monteverdi (1567-1643) escreveu oito livros de madrigais tratando uma variedade de temas, com ênfase no amor cortês, erotismo e pathos. Os “excessos sentimentais” dos madrigais eram impensáveis na música sacra, e contribuíram para fazer a passagem entre o Renascimento e o Barroco.

AUDIÇÃO: Lamento della Ninfa (c.1638) de Monteverdi, por L’Arpeggiata

Gravação alternativa: aqui, o mesmo madrigal é cantado pelo contratenor Doron Schleifer (com legendas em inglês):

Apesar do Renascimento ser especialmente conhecido pela polifonia, existiram também canções para voz solista. John Dowland (1563-1626) foi um compositor inglês, atualmente mais conhecido pelas suas canções melancólicas; Flow my tears, para voz e alaúde, tem conhecido muitas interpretações, incluindo a de Sting.

 AUDIÇÃO: Flow my tears de John Dowland (1596), por Paul Agnew

Gravação alternativa, cantada por Sting:

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